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Marketing Tradicional Vs. Marketing Ágil

Equipes de Marketing tradicionais gostam de mega-lançamentos, em que podem iniciar campanhas de mídia, soltar press-releases para a imprensa e fazer grandes comemorações.

Equipes de Produto ágeis gostam de lançamentos pequenos, iterativos e incrementais, testando e recebendo feedback rápido e contínuo dos usuários.

Equipes de Marketing tradicionais preferem que um produto “incompleto” não seja lançado, pois será mal visto pelo mercado. Preferem que o produto seja desenvolvido por alguns meses até que esteja “completo” e assim possa ser lançado com grande estilo.

Equipes de Produto ágeis preferem lançar um produto mínimo viável, para que seja visto logo por alguns usuários que darão feedback imediato sobre o que esperam do produto, quais features são prioritárias, qual seu perfil de uso, etc. E adoram fazer teste A/B que ajudem a definir features e usabilidade.

Equipes de Marketing tradicionais gostam de “interromper” o usuário com anúncios em revistas, sites e televisão, de certa forma atrapalhando o usuário que pretendia apenas ler um artigo, visitar um site ou ver um filme, ao invés de ver propaganda que está sendo ‘forçado’ a ver. Quando usam as redes sociais, fazem-no para mandar sua mensagem, mas não se preocupam com o Feedback que recebem por estes canais; elas usam estes canais como ferramenta divulgação em massa, e não como ferramenta de comunicação, e, quando muito, encaminham o cliente que quer interagir para a Central de Atendimento.

Equipes de Produto ágeis gostam de atrair o usuário que está interessado em seu produto, através de SEO, posts em blogs, Twitter, páginas no Facebook e outras técnicas que atraiam somente os usuários interessados, sem interrompê-los. Menos visitas no site, porém mais focadas e taxa de conversão maior.

Equipes de Marketing tradicionais precisam de grandes verbas de Marketing, afinal, anúncios em televisão em revista são caros, agradar aos jornalistas implica em convidá-los para almoços e eventos e festas de lançamento que gerem repercussão na mídia precisam ser realmente grandiosas.

Equipes de Produto ágeis precisam de verba mínima de Marketing, pois interagir em redes sociais, escrever posts em blog e fazer SEO tem custo bastante baixo.

Enfim, Equipes de Produto ágeis fazem um trabalho focado nos usuários interessados, e esperam altas taxas de conversão. Equipes de Marketing tradicionais preferem alcançar grandes massas, e esperam taxas de conversão menores.

Para os resultados da empresa, o importante é minimizar o custo de aquisição, reduzir a taxa de churn/attrition, maximizar a taxa de conversão e manter a satisfação do cliente alta, portanto, certamente é necessário chegar-se num meio termo.

Muitas empresas erram ao separar o “departamento de marketing” das “equipes de desenvolvimento”, e assim surgem diversos conflitos devido à forma de pensar diferente que descrevi acima.

Como as técnicas de Marketing mais ágeis são mais baratas, possuem taxa de conversão maiores, taxas de churn menores e níveis de satisfação maiores (pois somente usuários do perfil esperado contratarão os serviço), o ideal seria ter pessoas de Marketing participando da equipe de desenvolvimento de produtos, e fazendo sua função de comunicação em parceria com o Gerente de Produtos.

No mundo ideal, o Marketing faz parte da equipe de desenvolvimento de produto, junto  com Gerente de Produtos, UX e Desenvolvimento. O Marketing então passa a entender o método de trabalho que a equipe segue, e a equipe entende que há demandas do Marketing que são mesmo legítimas. Somente trabalhado em equipe os dois lados se entenderão melhor e poderão trazer os melhores resultados para a empresa. O Marketing entenderá o modelo de desenvolvimento incremental e evolutivo e o que é MVP; e a equipe de produto entenderá a importância das datas comemorativas, das campanhas cujo objetivo é focar mais na marca que no produto, etc.

Alguém tem exemplos de casos em que as áreas de Marketing e Produtos se entedem e interagem bem?
Deixem suas experiências nos comentários deste post!

Depois que escrevi este post, comecei a ler o livro “The New Rules of Marketing & PR: How to Use Social Media, Online Video, Mobile Applications, Blogs, News Releases, and Viral Marketing to Reach Buyers Directly“, que tem tudo a ver com este tema. Eu já conhecia as idéias por ter lido posts em blogs, etc, mas o livro se encaixou perfeitamente com minhas idéias – por mais que seja relativamente básico! Recomendo a leitura!

Lições Aprendidas numa Startup

Seguem algumas coisas que aprendi ou consolidei depois de ter lido/estudado/participado  do mundo das startups..

- Fornecedores X Clientes: ainda que seu produto tenha muitas dependências de fornecedores, seu foco principal deve ser SEMPRE no cliente. O cliente é aquele que, no fim das contas, tirará dinheiro do bolso para pagar pelo seu produto. Não adianta você atender a todos os requisitos (mesmo os mais esdrúxulos!) impostos pelos fornecedores, sem saber o que o cliente espera e se fazem sentido para o cliente. Se seu produto fizer sentido, os fornecedores vão brigar para estar no seu projeto.

- Conheça e Converse com os Clientes: não desperdice seu tempo, seu dinheiro, nem o de sua equipe e nem o de seus investidores desenvolvendo um produto sem ter conversado com potenciais clientes. E se seu produto não fizer sentido para eles? E se sua priorização não fizer sentido para eles? E se eles não tem o problema que você acredita que eles tenham? Se você validar suas hipóteses antes de partir para a implementação, certamente estará seguindo um caminho melhor.

- Não dependa de intermediários: se sua aplicação depende da aplicação de terceiros para funcionar, tenha muito cuidado. Em muitos casos vale a pena você mesmo fazer a implementação de ponta a ponta para não ficar na mão de terceiros menos envolvidos no projeto, principalmente se for seu core business. Seja porque o intermediário pode cobrar caro (e se tornar seu sócio), seja porque seu projeto não é necessariamente prioritário para ele, ou seja porque para o produto evoluir, você precisa conhecer todas as partes e ser dono do roadmap. Se você realmente depende de intermediários, faça-os serem sócios ativos de sua empresa, para que estejam realmente envolvidos, e sejam porcos, e não galinhas.

- Tenha alguém de UX no time: Ao navegar em seu produto, o usuário não perceberá se foram aplicadas boas práticas de programação, não perceberá se suas negociações com os fornecedores foram vantajosas e nem se seu escritório é feio ou bonito; não perceberá nem mesmo se seu modelo de negócios é coerente ou não. O usuário verá o seu produto, e sua experiência ao usar o produto é o que fará ele utilizá-lo, recomendá-lo e ainda pagar pelo seu uso. User Experience (experiência do usuário) é fundamental e você precisa ter alguém dedicado para isso, fazendo testes, experimentando e conhecendo os clientes.

- Conheça e Converse com seus Fornecedores: e se eles enxergam seu modelo de negócios como concorrência e não quiserem participar (e você depende 100% deles)? E se eles já tem exclusividade com outro concorrente? E se você for o melhor parceiro, os fornecedores podem ser uma boa fonte de informação sobre seus concorrentes.

- Conheça o Mercado: como funciona o mercado em que você está entrando? Quem são os concorrentes? Tem pessoas/empresas sérias por trás? Qual o seu diferencial, por que você é melhor do que eles? Qual nicho eles estão atacando e qual nicho você vai atacar? Jamais considere que seu mercado é “todo mundo”… mesmo que você realmente acredite que 100% dos usuários da Internet são potenciais clientes (pense de novo… 100%? sua mãe? sua tia?? seu zelador??), segmente este público todo e pense na abordagem que você irá adotar para cada segmento. Converse com os clientes, entenda-os melhor.

- Incremental e Iterativo: qual a mínimo produto viável que você pode por no ar para validar suas idéias, testar conceitos, testar sua mensagem e ver se seu produto realmente venderá? Pense no mínimo, e defina releases. E prepare-se para mudar as prioridades a cada release, afinal, a cada ver que uma nova versão do seu produto for para produção, o feedback que você receberá fará *necessariamente* com que você repense nas prioridades e na forma de fazer. Dê passos pequenos, tenha muito feedback, evolua iterativamente.

- Papel do CEO x Gerente de Produtos: numa startup, o CEO deve fazer de tudo. Fechar acordos com investidores, com fornecedores, com clientes e com a equipe de desenvolvimento. Assim como numa empresa grande o Gerente de Produtos é o CEO do Produto, numa startup, o CEO deve ser o gerente de seu produto. Se você domina o negócio, o mercado e sabe o que quer, faça você mesmo este papel, até que a empresa cresça e realmente precise de um Gerente de Produtos ”profissional”. Até lá, você mesmo deve sê-lo. Caso contrário, você definirá as prioridades e como elas devem ser feitas, transmitirá para um Gerente de Produtos, e ele será meramente seu intermediário com a equipe de desenvolvimento. Ele não terá autonomia nem autoridade para tomar as decisões, e acabará sendo desnecessário na empresa.

- Comece!: não fique um ano desenvolvendo sem colocar nada no ar. Não fique 6 meses desenvolvendo sem colocar nada no ar. Se for possível, não fique 2 semanas desenvolvendo para só depois colocar algo no ar! Faça uma página inicial, acompanhe as visitas, faça pesquisas com os usuários. Aprenda. Não fique desenvolvendo algo por meses sem testar se você está no caminho certo e sem colocar clientes de fato usando o resultado de seu trabalho. Não basta seu feedback, o feedback de seus parentes e nem mesmo o de seus investidores. O principal feedback que garantirá o sucesso de seu empreendimento é o de seus clientes!

Oportunidade de Trabalho – Product Manager, Online Video

Pessoal,

Estou com esta vaga em aberto para trabalhar na minha equipe, na NetMovies, empresa em que trabalho.

Caso tenha interesse, entre em contato comigo ou submeta pelo LinkedIn para agendarmos uma entrevista!

Job Description

We are looking for a self-driven, enthusiastic product manager to help us build and optimize the best Video-on-Demand service in Latin America. Besides helping us plan for the launch of our new content platform, we are looking for this person to own its roadmap for innovation and evolution.

This includes managing the product throughout the product lifecycle, gathering and prioritizing requirements, defining and refining the vision, and working closely with engineering to deliver winning features. It also includes working with sales, marketing and customer support to ensure revenue and customer satisfaction goals are met. The Product Manager’s job also includes creating visibility of the most important product metrics and driving initiatives throughout the company to optimize those metrics.

The Product Manager is expected to:

  • Guide decisions on the content platform – such as platform features, partnerships, evolution.
  • Own and prioritize the product backlog, identifying high-priority items to be tackled by the development team.
  • Deliver requirements to supply the development teams with enough requirements to support development
  • Act as the Product Owner on a SCRUM team
  • Work with external third parties to assess partnerships and licensing opportunities
  • Be an expert with respect to the competition
  • Help marketing develop the core positioning and messaging for the product
  • Perform product demos to customers/partners
  • Act as a leader within the company

Desired Skills & Experience

  • Minimum of 3 years experience as a Product Manager
  • Demonstrated success defining and launching excellent products
  • At least 1 year of experience working on a video product/platform (VOD, SVOD, Pay-per-view, Free, ad-sponsored, etc.)
  • Understanding of video platforms, codecs, DRM is a big plus
  • Previous experience as a Product Owner is a plus
  • Excellent written and verbal communication skills
  • Fluent Portuguese & English
  • Technical background, with experience in video platforms, web, mobile clients, connected devices (i.e. connected TVs, Blu-Ray)
  • Excellent teamwork skills
  • Ability to influence cross-functional teams without formal authority

Company Description

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