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Valor vs Dificuldade de Implementação

E por que a Coca Cola dá um banho na Pepsi?


Completando o post de ontem….

Fonte: http://www.brainstorm9.com.br/2009/07/28/porque-a-coca-cola-ganhou-da-pepsi-nos-ultimos-100-anos/

Por que o Iphone (Apple) está dando um banho na Nokia e na Sony-Ericsson?

A Sony Ericsson reportou prejuízo de $300 milhões no segundo trimestre de 2009, e a Nokia reportou queda de 71% nos lucros, no mesmo período. A Apple não para de vender iPhones, que se tornaram sonho de consumo da maioria dos usuários de celular (ou não!)

Estas são as opções de aparelhos da Sony-Ericsson e da Apple:

Moral da história: não confunda seus cliente! Simplifique!

Fonte: http://royal.pingdom.com/2009/07/17/why-nokia-and-sony-ericsson-are-getting-their-butts-kicked-by-apple/

Update: só na América Latina a Apple deve chegar a 15% de participação no mercado – http://portalexame.abril.com.br/blogs/zeroseuns/20090727_listar_dia.shtml

Os 10 Mandamentos do Emprego do Futuro

I. Salário e benefícios adequados (é óbvio).

II. Respeito pelo indivíduo (comprovadamente), com o mínimo de discriminação possível.

III. Produto que seja capaz de gerar orgulho.

IV. Sensação de envolvimento (e espírito de equipe).

V. Espaço para opinar. VI. Distância entre cúpula e base minimizada.

VII. Preocupação com treinamento e aperfeiçoamento.

VIII. Seriedade incontestável da empresa.

IX. Relativa segurança no emprego — histórico de demissões somente em último caso; baixa rotatividade.

X. Profissionalismo, com ausência de favorecidos e protegidos.

Fonte: Virando a Própria Mesa

Como lidar com a concorrência

Nos últimos dias dois posts interessantes foram publicados sobre como lidar com a concorrência:

1. Companies don’t get killed by competition, they commit suicide, no Blog do Zoho

2. Why I don’t worry about competition, no Blog da Rashmi, do SlideShare.net

Ambos sempre foram questionados constantemente sobre como seus negócios sobreviveriam com a entrada do Google e da Microsoft em seus negócios (o Zoho mantém uma suite de aplicativos na web, e a SlideShare permite o compartilhamento de apresentações), e ambos tem a mesma posição: se fizermos nosso trabalho bem feito, com qualidade, focando no cliente e mantendo nossa flexibilidade, não temos porque nos preocuparmos com a concorrência. Se ficarmos nos preocupando com a concorrência excessivamente, deixaremos de ser inovadores e criadores de tendências, para sermos seguidores correndo atrás do primeiro lugar.

A concorrência é uma coisa boa. Traz vantagens para o cliente, dando-lhes opção. Pare de ter medo e de focar na concorrência, sob o risco de deixar de focar em suas forças e vantagens!

Eu já defendi a importância de se ter concorrentes neste post. Com concorrentes, você será melhor (se não focar neles, mas no na qualidade do seu produto!).

Aproveitando, os dois blogs merecem ser acompanhados por quem desenvolve produtos para a web!

10 Lições para Empreendedores que os MBAs não ensinam

  1. Não há planejamento estratégico que substitua a boa gestão de seu fluxo de caixa. Relatórios financeiros são ótimos, e o mais importante é seu extrato bancário.
  2. Sempre haverá mais coisas para fazer do que tempo disponível. Startups são um exercício permanente de decidir o que não fazer. Você pode se sair vencedor não fazendo coisas mais rapidamente que seus concorrentes.
  3. Tempo de sono é o tempo em que você está trabalhando nos problemas de sua Startup com os olhos fechados.
  4. Ajuda se você não chamar as pessoas de “recursos”. Elas são pessoas. E pessoas gostam de ser tratadas como pessoas. Vai entender!
  5. Nenhuma teoria acadêmica sobre precificação eficiente lhe preparará complemetamente para aquilo que as pessoas de fato farão. Encontrar o preço ótimo é realmente difícil. Até lá, lembre-se de que um preço não-ótimo é bem melhor do que nenhum preço.
  6. Discrimição do preço é algo maravilhoso. Exceto pelo fato de que geralmente ignora o custo real em termos de complexidade da organização. A cada vez que você inclui um produto em seu portfólio, ou uma nova opção num produto, uma pequena parte de sua empresa morre.
  7. Há infinitas maneiras de se gastar dinheiro em marketing. Você não tem idéia do que vai de fato funcionar. A idéia é experimentar bastante e aprender as lições sem gastar muito. Nenhuma aula de marketing num MBA lhe deixará preparado para o dia que você precisar gerar leads para fechar vendas. Marketing é mais do que a matriz de funcionalidades de seu produto ou o tom certo de azul em seu logo.
  8. Para recrutar as melhores pessoas, planos de remuneração justos e participação não são tudo, são apenas o começo. A cultura da empresa e paixão por sua visão são enormemente importantes. E sua visão deve ser ligada a um caminho de verdade, justiça e bondade.
  9. Há muito valor em ser querido. Boas coisas acontecem quando as pessoas gostam de você, e as coisas ruins têm menos chance de ser fatais. Recomendo ser querido. Por isso recomendo não se tornar banqueiro de investimentos depois do MBA (e também antes do MBA!).
  10. A teoria avançada dos jogos é excepcionalmente útil. A teoria básica é perigosa – porque assume que você está lidando com “jogadores” racionais. É como tentar projetar um carro que será dirigido numa superfície sem atrito, sem resistência do ar e sem outros idiotas na estrada.

Baseado em http://onstartups.com/home/tabid/3339/bid/9928/Startups-10-Things-MBA-Schools-Won-t-Teach-You.aspx
(Leia os comentários no Post original! São tão ou mais interessantes)

O Gráfico da Boa Vontade

Quando você apresenta um produto para alguém, seja com o objetivo de vendê-lo, ou somente de chamar atenção para ele, sempre há um momento certo de você pedir algo para o cliente, por exemplo, que compre seu produto.

Mas qual o momento certo para isso? Depende do perfil do produto, e o artigo “The graph of goodwill: when to stop listening and start asking” explica isto.

Se você vende aplicações para o iPhone, num primeiro momento o cliente fica muito empolgado com seu produto, depois começa a ter dúvidas se realmente precisa, se é só modismo, etc. O momento certo, de “dar o bote” é, obviamente, no início da conversa.

Se você vende um anti-virus, você deve tentar fechar a venda logo no começo, quando o cliente está preocupado com o vírus, ou no final da conversa, quando ele começar a ver os riscos associados. No meio da conversa, quando você apresenta funcionalidades, etc. de algo que é quase commodity, o cliente perde a empolgação e não seria um bom momento de pedir uma reação.

Se você vende sorvete, no verão você deve vender enquanto as pessoas estão na praia, passando calor, já no inverno, você tem que vender antes de as pessoas se questionarem se isso dá dor de garganta, se faz bem ou se faz mal, etc. ou bem depois, quando as pessoas entendem que não tem sorvete não tem relação com a gripe!

Não sei se este meu último exemplo foi bom, mas os outros estão no artigo original, que vale a pena :)

Como funciona a maioria das Pequenas e Médias Empresas Familiares no Brasil

O tema não é diretamente ligado à gestão de produtos, mas, aqueles que gerenciam produtos são diretamente afetados pela cultura da empresa. Normalmente são líderes em suas empresas, têm certa autonomia em relação às decisões de seus produtos, têm poder de influência sobre algumas pessoas e equipes e são influenciados pela direção da empresa.

Retirei o texto abaixo do livro “Virando a Própria Mesa“, de Ricardo Semler, que já mencionei anteriormente no post “Gerenciando sem Gerentes“.

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Ao discutir pequenas e médias empresas familiares, nota-se que as características mais fortes dessas organizações são as seguintes:

  1. Rapidez nas decisões, com baixo contento de embasamento técnico das mesmas;
  2. Criatividade facilitada em tudo que vá ao encontro das idéias da família;
  3. Informalidade organizacional nas comunicações, favorecendo os mais benquistos;
  4. Grande agilidade na mudança e adaptação de rumos;
  5. Aproveitamento rápido de oportunidades de curto prazo;
  6. Falta de visão crítica das imperfeições da própria empresa;
  7. Visão estratégica de longo prazo sofrível;
  8. Sentimento de unidade do grupo de funcionários;
  9. Paternalismo forte em relação aos funcionários;
  10. Falta de profissionalismo na organização;
  11. Compartilhamento informal de cultura entre família e empresa;
  12. Sentimento de insegurança organizacional periódica quando de sucessões, doença do fundador, entrada e saída de familiares etc;
  13. Favoritismo e critérios injustos de promoção, remuneração e distribuição de cargos;
  14. Filosofia moral e ética abertamente duvidosa;
  15. Pouco senso de responsabilidade para com a comunidade;
  16. Descrença no uso de técnicas avançadas de gestão e de consultoria externa;
  17. Sistemas de informação deficientes;
  18. Conhecimento precário de sua estrutura de custos, mas visão suficiente da margem de lucro final da operação.

……..

É comum nesse tipo de empreendimento a vinculação afetiva e emocional da família com a empresa, pela qual a mesma passa a ser vista como fonte de sustento da entidade familiar, fazendo com que seu contexto econômico-social raramente ache espaço nas preocupações dos seus controladores. Benefícios aos funcionários em forma de alimentação, assistência médica, empréstimos e outros tantos, impostos pelo mercado mais amplo de trabalho, são apresentados como prova da preocupação social da empresa, o que raramente é verdade. A esmagadora maioria das empresas dessa categoria adota políticas de alcance social o mais tardiamente possível, e o faz por questões de equiparação ao mercado e receio de perda de funcionários, ou até mesmo como forma de melhorar as condições que geram a lucratividade, mas raramente como resultado de uma visão do lugar da empresanum contexto mais amplo.

Neste tipo de empresa a burocracia é rara e o controle das operações e de seus custos, precário. Isto favorece a agilidade e a competitividade porquanto o custo fixo associado com administração científica e gerência profissionalizada não pesa demasiadamente. Muitas vezes, até em empresas de médio porte, um supercontador e um chefe de pessoal (mesmo com nomenclatura de gerentes) são os únicos pilares de sustentação de tecnicidade da organização.

…. A crença básica é a de que a mesma não existiria não fosse o fundador, sua coragem, seu suor e inteligência. Portanto, que direito tem o Estado e a comunidade, clientes, fornecedores, bancos e outros de exigir qualquer coisa da empresa? Pagar salários em dia já é bastante, e se essa coisa
de impostos, legislação trabalhista e sindicato começar a encher muito, vende-se a empresa e compra-se um barco ou uma fazenda, e pronto….
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Acho que tenho um exemplo de cada um dos itens acima! E você? Comente na seção de comentários deste post!

Reforçando, vale muito a pena a leitura do livro Virando a Própria Mesa! Alguns dos resultados possíveis após a leitura (não excludentes!):

- você irá conversar muito com outras pessoas da sua empresa sobre o assunto; e/ou
- você terá idéias e argumentos de mudanças em sau empresa, e, se tiver abertura poderá expor à direção da empresa; e/ou
- você terá idéias e aplicará algumas delas, pelo menos na sua área/equipe; e/ou
- você ficará bastante frustrado e concluirá que precisa procurar emprego numa empresa melhor; e/ou
- você irá querer montar sua própria empresa para seguir as idéias do livro; e/ou
- você criará um blog para desabafar e “pensar alto”, enquanto sua empresa não chega lá;

Aproveitando, uma dica de padrões para introduzir novas idéias, conforme a tese de mestrado do Daniel Cukier.

Alguma outra reação? O importante é reagir, e que esta reação leve você (e, se possível, sua empresa), a uma situação melhor que a atual.

Comente aqui!

O que é um Browser?

Para todos que trabalham com desenvolvimento de Produtos de Internet, veja este vídeo e entenda quem é seu cliente.

É para eles que você deve trabalhar.
É por causa deles que Experiência do Usuário (User Experience – UX) é algo tão importante.
São deles as dúvidas que seu Suporte Técnico terá que esclarecer.
Seus clientes definitivamente não são como você!

E estamos aqui falando apenas de Nova Iorque, nos EUA, onde a penetração da Internet é bem maior que no Brasil e no resto do mundo!

O papel do Gerente em Times Ágeis e Auto-Gerenciáveis

Interessante o artigo que saiu na InfoQ: Qual deve ser o papel do Gerente num time de desenvolvimento ágil, sendo que a cultura ágil prega o auto-gerenciamento e a auto-organização das equipes.

Ensuring Success for Self Organizing Teams