You are currently browsing the Guia do Gerente de Produtos 2.0 blog archives for October, 2008


Tabelas de preços: melhores práticas

Como montar uma tabela de preços que esclareça as diferenças entre planos e produtos, sem apelar para a poluição visual ou informações desnecessárias?

Algumas dicas neste artigo:

http://www.smashingmagazine.com/2008/10/13/pricing-tables-showcase-examples-and-best-practices/

Desejos vs. Necessidades do Cliente

Necessidades e desejos dos clientes – este assunto tem sido parte de inúmeras conversas que tenho tido em minha vida profissional. Toda vez que vou para a Índia de férias, visitar minha família, penso neste tópico. Volto destas viagens agradecido pelo que tenho e pensando como devo apreciar aquilo que tenho. Sempre que discuto isto com amigos ou que alguém me pergunta como é viver na Índia, desenho o seguinte espectro:


Explico que a vasta maioria da população dos Estados Unidos cai no espectro do desejo. Temos tudo que precisamos, possuímos/alugamos uma casa, temos comida para comer, temos carros ou transporte público, temos TVs, temos eletricidade e água em casa. Mas estamos em constante busca por satisfazer nossos desejos com algum dispositivo melhor/mais rápido/mais seguro/ mais novo.

Na Índia, a maior parte da população ainda está no espectro da necessidade. Todos os avanços tecnológicos que o país fez ainda são uma gota (por maior que seja) num balde que fez apenas uma pequena parcela da população migrar para o espectro do desejo. Não esqueça que a Índia é um país com mais de um bilhão de pessoas.

Então, o que isso importa para você como Gerente de Produtos? Gosto do que Seth Godin disse no Inbound Marketing Summit “Vivemos numa sociedade em que temos de tudo e por isso temos que vender aquilo que os clientes querem”. É extremamente importante para nós, como Gerentes de Produtos, entendermos claramente o que nossos clientes estão pedindo – é uma necessidade real, ou é um desejo?

Alguns clientes podem querer pagar dinheiro para que você satisfaça seus desejos, mas mais clientes estarão dispostos a pagar muito mais dinheiro se você satisfizer uma necessidade não atendida por você ou por ninguém mais do mercado. Assim, sempre que você falar com clientes e eles propuserem melhorias, faça o seguinte:

  1. Entenda a origem do problema
  2. Descubra se é algo que eles precisam ou querem
  3. É um querer/precisar suficiente para que eles paguem dinheiro para que você resolva?
  4. Desenvolva soluções apenas para os problemas pelos quais uma GRANDE quantidade de clientes esteja disposta a pagar dinheiro por sua solução

Mudanças acontecem

Shift Happens
View SlideShare presentation or Upload your own. (tags: sociology future)

Google Chrome vs. Cuil – Casos de Estudo de Gestão de Produtos?

Neste momento, muitos de vocês já estão cientes de dois novos produtos que surgiram neste verão (e se não estão, provavelmente estiveram desfrutando do verão bem mais do que eu) – um novo browser do Google, chamado Google Chrome e um novo mecanismo de busca, de uma startup chamada Cuil.


Fiquei entusiasmado com os dois produtos e resolvi testá-los a ambos. Tive problemas com o servidor de download do Chrome, mas esperei pacientemente até o dia seguinte e consegui. Encontrei problemas em ambos os produtos, desisti do Cuil e nunca mais o acessei novamente. Encontrei bugs também no Google Chrome, e tive que desinstalá-lo porque não funcionava com meu software antivírus.

Assim, a experiência inicial com os dois produtos foi a mesma, mas há uma grande diferença.

Falei bem do Google Chrome com várias pessoas – sempre mencionando que havia bugs, como tive que reinstalá-lo e como eu torcia para que estes problemas fossem corrigidos. Não comentei com muitas pessoas sobre o Cuil e, para aqueles com quem falei, acabei o ridicularizando. Comentei sobre quão engraçado seus resultados foram e questionei por que alguém precisaria de outro mecanismo de busca sendo que o Google funciona tão bem.

Então, por que será que estou espalhando coisas boas sobre o Google Chrome, embora meu primeiro contato com ele tenha deixado tanto a desejar. Interessante, não? Aqui vai minha análise.

Qual o problema com o Cuil?

Muito simples. Ele não resolve um problema que eu tenha. OK, você pode dizer que indexa mais páginas que o Google, mas, para mim, como usuário, qualquer coisa acima de 20-30 resultados para uma busca equivale à Sibéria. Então, a única questão que resta é “Os primeiros 20-30 resultados que obtenho são melhores do que aqueles que obtenho com o Google?” – Não. Então, que me importa? Onde está a diferenciação do produto? Nenhuma razão para eu largar meu fornecedor atual.

O que há de certo com o Google Chrome?

  1. Sim, o produto tem bugs (e é apropriadamente chamado de Beta), mas “comprei” sua visão. Eles desenvolveram um navegador web de baixo para cima, preparado para suportar aplicações web – pelo menos é o que eles alegam. Gosto desta visão. Não resolve meus problemas de navegação de hoje, mas sei que aplicações web são o futuro. Então, eles estão um passo à frente – eles estão olhando para o future por mim.
  2. Eles lançaram de uma forma muito inovadora, usando o conceito de comic book. Muito inovador e muito atraente!
  3. Uma empresa que respeito tremendamente por inovações passadas e uso suas ferramentas inovadoras diariamente. Se eles ainda não acertaram, confio que acertarão. Leia-se “fornecedores incumbentes saem sempre com certa vantagem”.
  4. Quando tive o problema com meu software antivírus, eles já sabiam disso e já diziam nos fóruns que estavam trabalhando numa solução – eles estavam ouvindo – dominam seu mercado.
  5. Eles o fizeram com o código-fonte aberto – contribuíram com seu código para a comunidade do software – já conheço o sucesso do Firefox – eles não foram arrogantes a ponto de criar mais um produto proprietário, mas estão deixando todos usarem suas inovações.

Lições de Gestão de Produtos:

  1. Resolva um problema real que os clientes tenham (ou terão em breve)
  2. Fornecedores incumbents têm uma grande vantagem – para fazer com que os usuários mudem para seu produto, ele precisa ser realmente bom. Se você tem apenas pretensões, ou se sua diferenciação é em uma métrica que ninguém se importa, os usuários não mudarão.
  3. O sucesso passado dos fornecedores gera respeito. Uma vez que você ganha o respeito, terá um período de tolerância maior de seus usuários.

Seja um Curador de seu Produto

Muito boa apresentação sobre design de produtos (Software) por Jason Fried, da 37Signals.Com, na conferência Web 2.0.

Seu produto é um museu, e as funcionalidades são a arte que você quer colocar dentro dele :)


Fonte: http://www.krisjordan.com/2008/09/17/jason-fried-web-20-keynote-be-a-software-curator/

Como fazer uma aplicação “matadora”?

Gestão de Produtos e Risco

Num sentido muito real, todo Gerente de Produtos está no mercado de gestão de riscos. Toda decisão de investimento que tomamos representa riscos.

Devemos nos envolver num grande projeto, que possa potencialmente redefinir nossa posição, ou talvez apenas um conjunto de projetos médios? Devemos ainda continuar fazendo apenas nossa lista de correções e melhorias incrementais, que nossos clientes sempre pedem?

Vejo que há Gerentes de Produto demais seguindo aquilo que consideram o caminho de baixo risco, de colocar apenas melhorias e ajustes. Muitos Gerentes de Produto pensam que a aposta “segura” é continuar no caminho atual, protegendo aquilo que eles já têm. Mas muitos de nós já aprendemos da maneira mais difícil que neste negócio, ir pelo lado “seguro” é uma das coisas menos seguras a se fazer. Poucos produtos conseguem continuar a florescer quando tudo que fazem é jogar na defensiva, tentando proteger sua posição ao invés de evoluir com inovações.

Inovação é algo que temos que perseguir constantemente. E o inovar envolve assumir riscos.

Gerentes de Produto devem estar confortáveis com o risco. Você simplesmente não pode inovar da maneira que deve se não estiver.

Mas isso não significa que você não deva fazer tudo que puder para mitigar o risco.
Há várias técnicas e práticas disponíveis para reduzir efetivamente o risco de estar errado, embora você deva dar-se a chance de descobrir que pode estar certo. Aqui vão cinco das minhas técnicas favoritas para gerenciar o risco:

  1. Entenda os objetivos: assegure-se de que você tem claro entendimento sobre o problema que quer resolver, para quem você quer resolvê-lo e como você saberá que foi bem sucedido. Faça uma avaliação de oportunidade.

  2. Crie protótipos de suas idéias: O processo de criar um protótipo irá forçar com que você pense na idéia num nível muito mais profundo, e irá aflorar várias das questões que surgirão, bem como exporá maneiras de tornar a idéia melhor.

  3. Teste seu protótipo com usuários do público-alvo: Mais importante que tudo, leve seu protótipo para fora do escritório e coloque-o perante usuários reais para ver o que eles acham. Mas se as coisas não forem bem logo no início, não desista ainda. É normal necessitar de algumas interações do protótipo antes que os usuários percebam as virtudes da idéia (e possam perceber como usar o produto suficientemente bem para verem os benefícios).

  4. Avalie a factibilidade antes de começar a executar: Envolva seu líder de engenharia durante a fase de descoberta do produto e entenda as complexidades e custos antes de decidir gastar o tempo e o dinheiro necessários para montar o produto.

  5. Entregue suavemente: uma vez que você construiu o produto e está pronto para publicá-lo, sensibilize-se com seus usuários e clientes, especialmente se estiver implementando uma abordagem muito diferente para um produto já existente. Lembre-se de que usuários diferentes adotam as mudanças em taxas diferentes, e precisam poder testar e aprender o produto em seu próprio ritmo.

Algumas outras observações sobre o risco:

- Sonhe com ele. Dê-se uma chance para pensar em novas idéias antes de ceder à tentação de dizer não imediatamente. Muitas pessoas acham que o jeito mais fácil de estar certo em 80% do tempo é dizer não para toda idéia que ouvirem. Infelizmente, estas pessoas também nunca terão o prazer do sucesso de uma idéia vencedora.

- Assuma suas batalhas. Muitos produtos assumem riscos em áreas que não dão retorno. Isto é risco gratuito. Guarde seus riscos para as áreas que interessam.

- Considere um spin-off. Você está numa empresa grande, conservadora e que tem aversão a risco; pode fazer sentido se separar do grupo principal para perseguir a idéia. Você sempre pode voltar para o grupo caso as coisas caminhem realmente bem, mas caso contrário, você não terá arriscado a marca ou os ativos da empresa.

- Encoraje uma cultura de tomada de risco. Já muito que você pode fazer para promover a tomada de risco. Note que em alguns países a cultura das pessoas é de ser mais confortável em situações de risco do que em outros. Se você vive num país avesso a riscos, você precisará trabalhar duro para encontrar líderes de produto e uma gerência confortáveis com o risco.

- Tenha fé. Depois que tudo foi dito e feito, mesmo que você tenha feito tudo o que podia para mitigar o risco, algumas vezes você simplesmente precisa ter um pouco de fé em suas idéias e dar ao produto uma chance no mercado.

Se seu time não foi atrás de nada significativo nos últimos anos, espero que você dê uma boa olhada no que pode fazer para levar seu produto para o próximo nível. Conheça o risco, mas siga estas técnicas para mitigá-los e, muito provavelmente, isto levará você e sua gerência para o ponto em que vocês se sentirão suficientemente confortáveis para seguir adiante e levar a idéia ao mercado.

As 18 Lições de Liderança do General Colin Powell

Veja o resumo, no YAPMB, ou a apresentação detalhada dos conceitos no slide abaixo.

Conceitos que se adequam a qualquer situação de liderança.